quinta-feira, 30 de julho de 2009

Centenário da Aviação - Pioneirismo


« 1909 – 1959 Desde 1883 destes jardins se elevaram no espaço vários balões livres, pilotados por aeronautas portugueses e estrangeiros, concorrendo assim para a propaganda da aeronáutica em Portugal.»



No ano em se comemoram os 100 da aviação em Portugal não poderiamos deixar de nos associar a este momento com um post sobre dois temas interligados porque tratam da Aviação da Cruz de Cristo como predecessora da Aviação Militar.
Em primeiro a referência ao lugar onde, segundo reza a placa comemorativa ali colocada a propósito dos cinquenta primeiros anos do Aero Clube de Portugal, tiveram lugar os primeiros voos de balões livres lançados para o espaço. São locais como este, quase anónimos de quaisquer conotação aeronáutica, e por onde passamos ser saber, onde foram escritas as primeiras linhas da história da Aviação em Portugal, uma história rica e com feitos memoráveis.
Acrescente-se que foi a 2 de Dezembro de 1883 que se realizou neste local a primeira ascenção do aeronauta francês Emilien Castanet a bordo do balão “Rosita”.
Em segundo lugar, e como referência desta temática, refira-se a publicação de dois volumes intitulados “Portugal na Aventura de Voar”, do punho de Henriques-Mateus, que abordam de uma forma séria todo o periodo do pioneirismo aeronáutico em Portugal, em que aeronautas mais ou menos garbosos se lançaram na conquista do azul.
Ambos os volumes puderam ser adquiridos junto com edições diárias do Jornal Público, po cerca de 15 euros cada, podendo posteriormente ser adquiridos na Loja do Jornal Público online [http://www.publico.clix.pt/]





terça-feira, 21 de julho de 2009

três Do27 em Coimbra



Sim, não é espanto nenhum, no fim de semana 11 - 12 de Julho de 2009, foram vistas um total de três Dornier Do27 em Coimbra...




Dornier Do27 nº FAP 3358


A única Do27 em operação actualmente pelo Museu do Ar, ostenta as cores e o esquema de pintura da nº3357, por que alguém em tempos disse que o queria ver restaurado como o "seu" avião.
No entanto o que o identifica correctamente é a sua placa de registo do contructor, que não deixa lugar para enganos.
O No.3358 foi, como as restantes, operada anteriormente pela Força Aérea Alemã, sendo os seus registos anteriores, por ordem, PB+224, QB+401, PZ+218 e 55+85.

Dornier Do27 reg.CS-AQH

Os "afficcionados" da numeralogia e que não tem medo de sujar as mãos na ferrugem, encontram em Coimbra desde há alguns anos, um vasto relicário de aparelhos e partes, de todo o tipo de aeronaves ligeiras, essencialmente civis, mas também algumas, que foram militares.
Ainda persiste por lá, depois de um malfadado acidente, a Dornier Do27 reg.CS-AQH, pertença do Aero Clube de Braga desde 1977.
Esta causa alguma confusão, pois se procurarmos na primeira edição dos Aviões da Cruz de Cristo, o Mestre Canongia fala que a relação do c/n 384 é com o número FAP 3472, na edição seguinte, já é com o 3462, igualmente o diz o Mestre MAJ.Adelino Cardoso no seu livro. Mais ainda, um dos livros "F40" sobre a Dornier Do27, do Siegfried Wache, um autor com imensas publicações do género sobre aeronaves militares alemãs, reforça que o c/n 384 foi depois o FAP nº3462 (exWGAF GA+381 e LC+161).
Curiosamente, uma das asas existentes em Coimbra, podemos já ver, por debaixo do registo civil CS-AQH, o número FAP 3464 !!! Algo que não me espanta, nem admira, pois uma troca por canibalização no passado não é de estranhar, de modo algum, só falta uma confirmação fidedigna.
Mas afinal em que é que ficamos? O tempo por certo trará uma resposta.


Dornier Do27 H2 nº "3422"

Em restauro, um restauro de precisão de relojoeiro, devo realçar, mais um trabalho de amor a sair das mãos do Mestre Pinto, uma outra Dornier Do27 verá o seu primeiro voo no ano que vem, esperamos todos nós.
Para a sua história consta que já foi da Força Aérea Suiça (reg.V-606), e também ostentou os registos HB-HAC e D-EFQK.
Já voou como sendo o nºFAP '3422', um número sempre a colocar sempre entre aspas, já que, na verdade, nunca integrou a FAP operacionalmente.

Quer dizer ... ainda apareceu em festivais aéreos e rebocou planadores da AFA, mas sobre as estórias do porquê de esta Do27 estar por aqui, tenho de me socorrer das memórias de um amigo que, tendo sempre sonhado com a FAP receber (ainda no Ultramar) as Dornier Do27 H2, «bem falta fizeram», só anos depois conseguiu pelo menos adquirir uma, para o Museu do Ar, e que em breve voltará a cruzar o azul...

sábado, 18 de julho de 2009